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C-Group Educação · Painel de execução

Plano de recuperação de faturamento

Dra. Laiza · Nutrologia. Ciclo de 90 dias. Cada ação tem responsável, prazo e um critério objetivo de conclusão. O progresso fica gravado no site e é o mesmo para todo mundo que abre esta página.

A meta tem três partes. Bater uma sem as outras não é resultado.
Os três números saem do modelo financeiro, mais abaixo nesta página. Enquanto ele estiver vazio, eles ficam como "a definir".
01 · Faturamento
a definir
contratados por mês, até o dia 90.
02 · Pró-labore
a definir
travado na semana 1 e tratado como custo fixo, não como o que sobra.
03 · Margem
a definir
o que sobra no mês 3 depois de pagar o pró-labore.

Por que esta meta e não a de 2025

Faturamento sozinho engana. É perfeitamente possível faturar bem e sobrar quase nada, e a calculadora de precificação mostra isso em minutos assim que os custos reais entrarem. Por isso a meta deste ciclo não é um número de faturamento isolado, e sim faturamento com pró-labore garantido e margem positiva.

A meta correta é o ponto em que a operação passa a se sustentar, paga a retirada da médica e começa a sobrar. Esse número sai do modelo abaixo, com os custos reais da clínica. Não é o teto, é o piso da saúde financeira: abaixo dele, a clínica trabalha e não se paga.

O patamar de 2025 não é o alvo agora por uma razão física: ele não cabe na agenda. Com a capacidade real de atendimento, o volume necessário derrubaria a qualidade da entrega, que é justamente o ativo do novo posicionamento. O caminho para o patamar seguinte está na Fase 3, com turma e recorrência, e não em atender mais gente individualmente.

O que este plano entrega de verdade. Não é um mês bom. É uma operação em que o mês começa com receita já garantida, o preço tem margem conhecida antes da negociação, e o crescimento não depende de a Laiza abrir mais horários. Se ao fim dos 90 dias o faturamento subir mas nada disso existir, o plano falhou mesmo com a meta batida.
Ações concluídas
0 / 0
Pendentes
0
Carga da Laiza
0
Progresso geral
0%
Responsável Situação

Marcos de decisão

Três pontos em que o plano para, olha o dado e decide. Sem isso, um plano ruim é executado até o fim só porque estava escrito. Cada marco tem um caminho definido para os dois resultados possíveis.

Modelo financeiro e ponte até a meta

Todos os campos abaixo estão abertos. Preencha com os números reais da clínica na semana 1 e a ponte se recalcula sozinha, inclusive a meta lá em cima. Enquanto estiver vazio, o modelo não mostra números inventados.

R$
R$
%
%
ComposiçãoMês 1Mês 2Mês 3
Programas fechados
Ticket do programa
Receita de programas
Pacientes em manutenção
Mensalidade da manutenção
Receita recorrente
Procedimentos e avulsos
Faturamento contratado
Menos deduções e custos diretos
Menos custo fixo operacional
Sobra para pró-labore
Pró-labore alvo
Resultado do mês
Horas de agenda consumidas
Por que a receita recorrente muda o jogo. Hoje o mês começa do zero. Com a manutenção em regime, parte do faturamento já estará garantida no dia primeiro. É a diferença entre correr atrás do número todo mês e começar o mês com parte dele resolvida. É também o que protege a clínica da próxima virada de mercado.

Orçamento de tempo da Laiza

O plano tem um responsável que também faz toda a entrega clínica. Se o tempo não for reservado, ele não acontece. Este é o motivo mais comum de plano de consultoria parar no dia 40.

CompromissoPor semanaComo proteger
Reunião de acompanhamento45 minDia e horário fixos, na agenda, recorrente
Execução das ações do plano4 hDois blocos de 2 horas, marcados como se fossem paciente
Produção de conteúdo1,5 hGravação em lote, uma vez por semana
Devolutivas e follow-up de venda2 hConcentradas em um turno só
Total fora do atendimento8 h 15Cerca de um turno e meio por semana
Regra prática: os blocos entram na agenda antes de a agenda abrir para pacientes. Se entrarem depois, nunca sobra espaço. Um bloco desmarcado para encaixar consulta precisa ser remarcado na mesma semana, não perdido.

O que parar de fazer

Um plano que só adiciona tarefas não é executável. Estas cinco coisas precisam sair para as outras caberem, e cada uma delas custa mais do que parece.

  • Atender quem só quer a receita da caneta. Ocupa agenda, derruba o ticket médio, não indica ninguém e contamina o posicionamento. Esse paciente tem um caminho: procedimento avulso, com preço de tabela, sem programa.
  • Dar desconto fora da política. O limite sai da calculadora e é definido antes da conversa. Desconto decidido durante a negociação é margem entregue no impulso.
  • Vender consulta avulsa como porta de entrada principal. Sem recorrência, sem previsibilidade e sem contrato, é o formato mais frágil que existe. A porta de entrada passa a ser a Avaliação paga.
  • Encaixar paciente fora do horário. Parece receita extra e é erosão de capacidade. Cada encaixe come o tempo que o plano precisa para existir.
  • Publicar conteúdo sem pauta definida. Postar por obrigação consome energia e não constrói autoridade. Melhor três publicações por semana dentro dos pilares do que sete aleatórias.

O roteiro da devolutiva

Esta é a conversa que decide o resultado do plano. Ela não é uma consulta e não é uma proposta comercial. É a apresentação de um diagnóstico que leva o paciente à própria conclusão. Dura de 30 a 45 minutos e acontece sete dias depois da avaliação, nunca no mesmo dia.

1
Onde você está hoje
Os números da avaliação na tela. Composição corporal, massa magra, força, exames. Sem interpretação ainda, só o retrato. Este é o seu corpo hoje, em números.
2
Para onde isso vai sem intervenção
A projeção baseada no quadro dele e na evidência. Reganho, perda adicional de massa magra, queda de taxa metabólica. Sem drama e sem promessa, apenas a trajetória. Se nada mudar, é este o cenário em doze meses.
3
O que é possível construir
O cenário alternativo, também em números, e o que ele significa na vida dele: energia, disposição, o corpo que ele esperava ter quando emagreceu. Aqui a conversa deixa de ser sobre peso.
4
O caminho
O programa: duração, o que inclui, com que frequência, o que é acompanhado. Depois o investimento, dito uma vez, com clareza, sem pedido de desculpas e sem justificar preço.
5
O silêncio
Depois do valor, quem fala primeiro perde. O paciente precisa do espaço para processar. Se vier objeção, ela é informação sobre o que não ficou claro nos passos 2 e 3, não um sinal para dar desconto.
O que está sendo comprado. Não é consulta, nem protocolo, nem acompanhamento. É a distância entre o cenário 2 e o cenário 3, que ele acabou de ver medida no próprio corpo. Por isso a avaliação precisa vir antes e separada: sem os números dele na tela, sobra só opinião contra preço.

Painel de indicadores

Preencha o valor atual na reunião semanal. A situação muda sozinha. Os indicadores de esforço avisam com semanas de antecedência; os de resultado apenas confirmam o que já aconteceu. Quando um de resultado ficar abaixo, a resposta está nos de esforço.

Indicadores de esforço, olhados toda semana
Indicadores de resultado, olhados todo mês
O indicador mais importante da lista não é o faturamento, é a receita recorrente. Faturamento alto sem recorrência é exatamente o modelo que quebrou quando o mercado virou. Um mês excelente sem recorrência não prova nada sobre o mês seguinte.

Rituais de gestão

RitualFrequênciaDuraçãoQuemPauta
AcompanhamentoSemanal, mesmo dia45 minL, C, DIRIndicadores de esforço, ações vencidas, travas
Revisão de funilQuinzenal30 minL, CLead a lead do que não fechou e por quê
Fechamento de mêsMensal60 minL, C, M, DIRResultado, margem, CAC, ajuste de oferta e verba
Revisão de preçosTrimestral60 minL, DIRCustos reais, margens por produto, correção de tabela
Regra da reunião semanal. Ação sem responsável nomeado e sem data não entra no plano. Ação vencida duas semanas seguidas vira pauta de decisão: ou o prazo estava errado, ou o responsável está sem condição, ou a ação não era necessária. Nenhuma das três se resolve repetindo a cobrança.

Riscos e mitigação

RiscoImpactoMitigação
Caixa dos meses 1 e 2AltoDecisão tomada na semana 1 entre reserva, retirada reduzida ou antecipação. Entrada mínima de 30% em todo programa
Conformidade com o CFMAltoBriefing formal de quem produz conteúdo, aprovação da Laiza em toda peça, nenhuma promessa de resultado, repost tratado como publicidade própria
Sobrecarga da LaizaAltoOrçamento de tempo protegido na agenda, consultora de pacientes até o dia 45, delegação da entrega na Fase 3
Base menor ou mais fria que o previstoMédioMarco de decisão do dia 20 antecipa parcerias e mídia se a reativação não responder
Resistência de preço na base antigaMédioNão reprecificar o antigo. Produto novo com nome novo não tem âncora de comparação
Desconto emocional na negociaçãoMédioLimite de desconto tirado da calculadora e definido antes da conversa, nunca durante

Os primeiros cinco dias

Se nada mais acontecer nesta semana, que aconteçam estas cinco coisas. Todo o resto depende delas, e nenhuma custa dinheiro.

  • A estrutura de custos real na calculadora. Sem o custo da hora clínica, qualquer preço é chute.
  • A base de pacientes extraída e contada por segmento. É ela que sustenta o mês 1 inteiro.
  • O programa definido item por item. Quantos encontros, quantos exames, o que está dentro e o que é cobrado à parte. Sem isso não existe preço nem venda.
  • A decisão de caixa dos meses 1 e 2 tomada. Reserva, retirada reduzida ou antecipação. Escolhida agora, não no dia 25.
  • A reunião semanal marcada, com dia e horário fixos, recorrente na agenda.
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